A Prefeitura de Uruguaiana decretou situação de emergência em 16 de outubro de 2026, após a elevação do rio Uruguai provocar inundações no município. Segundo a prefeitura, 42 pessoas estavam desabrigadas e 176 desalojadas em 18 de outubro.
O decreto considera o volume de chuvas registrado entre julho e a primeira quinzena de outubro de 2026, além dos impactos nas áreas urbana e rural. O acumulado no período foi de 500 milímetros.
Em 19 de outubro, o rio estava a 9,77 metros, na cota de inundação, e apresentava queda, de acordo com a Defesa Civil municipal. As inundações também dificultaram o acesso terrestre a localidades do interior de Uruguaiana.

A situação afetou moradores e atividades rurais, com prejuízos à agricultura e à pecuária, segundo o decreto. A resposta municipal inclui atendimento às famílias e ações de recuperação das áreas atingidas.
Cheia afeta moradores, infraestrutura e atividades rurais em Uruguaiana
Além das dificuldades de acesso e dos prejuízos à agricultura e à pecuária já descritos, o decreto municipal aponta danos à infraestrutura de Uruguaiana. A medida prevê ações de atendimento às pessoas atingidas e de recuperação das áreas afetadas.
Como parte da assistência, a prefeitura informou ter distribuído cerca de 800 refeições nos abrigos municipais. Em uma campanha do agasalho realizada em 18 de outubro, foram arrecadadas 292 peças de roupa, 23 pares de calçados, 18 itens diversos, como brinquedos e bolsas, e uma manta de cama.
As transferências de famílias atingidas pelas inundações contaram com apoio do Exército Brasileiro, segundo as informações divulgadas pela prefeitura. A mobilização integra a resposta à emergência em Uruguaiana e ao atendimento dos moradores afetados pela cheia.
Decreto prevê mobilização e apoio enquanto inundação alcança outras cidades
Com a situação de emergência, os órgãos municipais podem ser mobilizados para prestar assistência à população, realizar ações de socorro e recuperar áreas atingidas. O decreto também autoriza a convocação de voluntários e campanhas para arrecadar recursos.
A prefeitura informou que a medida permite contratar bens, serviços e obras necessários ao atendimento emergencial e à recuperação, com dispensa de licitação nos termos da legislação e mediante cumprimento das exigências legais. O decreto tem validade de 180 dias e menciona previsões meteorológicas relacionadas ao El Niño, cujos efeitos poderiam continuar até o fim de 2026.
A cheia também atingiu Itaqui e São Borja, no Rio Grande do Sul. Em Itaqui, 270 pessoas estavam desalojadas e 24 desabrigadas até 16 de outubro; em São Borja, aulas foram suspensas em outubro por causa das chuvas, do risco de alagamento, da instabilidade da rede elétrica e de dificuldades para o transporte escolar.
Relatório da Confederação Nacional de Municípios (CNM) apontou que eventos climáticos afetaram 6,9 milhões de pessoas em 1.035 municípios brasileiros entre julho e setembro de 2026. No período, houve 25 mortes e 87,7 mil pessoas tiveram de deixar suas casas; a entidade também alertou para a possibilidade de novos desastres associados ao El Niño.


