A cheia do Rio Uruguai levou moradores de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, a improvisar barracas perto de casas atingidas pela água. Entre eles estão famílias que aguardam a redução do nível do rio.
Em reportagem exibida em 13 de outubro de 2026, a RBS TV mostrou moradores que optaram por ficar próximos às residências alagadas, enquanto outras famílias foram para abrigos.
Eva Maria Farias Morando, Rosa Maria Minho Viana e Rosicler Soares da Silva estão entre as pessoas afetadas em Uruguaiana. A família de Rosicler deixou a casa em 6 de outubro, segundo a reportagem.

A cheia também atingiu outros municípios da Fronteira Oeste: ao menos 484 pessoas estavam fora de casa em Uruguaiana, Alegrete, Itaqui e São Borja. O nível do Rio Uruguai e os diferentes modos de acolhimento dos moradores compõem o panorama da inundação.
Famílias improvisam barracas perto das casas atingidas
Eva Maria Farias Morando está provisoriamente em uma barraca com uma filha e cinco netos, em Uruguaiana. A água chegou a quase um metro dentro da casa da família, e Eva contou que foi até a residência para ver os danos e sentiu pena da situação.
A aposentada prefere ficar na barraca a se mudar para um abrigo, por ter mais privacidade e permanecer perto de casa. Enquanto aguarda a água baixar, a família reorganizou a rotina no espaço improvisado.
Na mesma esquina, Rosa Maria Minho Viana também montou uma barraca junto à residência. Ela vive na região desde praticamente o nascimento e convive há anos com as enchentes.
Rosa divide a barraca com o filho, que precisa de acompanhamento constante. A filha, o genro e um neto ficam em outra estrutura, onde a família prepara as refeições.
Cheia deixa 484 pessoas fora de casa na Fronteira Oeste
Em Uruguaiana, o Rio Uruguai estava 1,30 metro acima da cota de inundação. Segundo o Serviço Geológico do Brasil, o nível do rio deveria continuar subindo em São Borja, Itaqui e Uruguaiana.
O alerta vermelho da Defesa Civil estadual para inundações na região permanecia ativo até terça-feira (13). O aviso abrangia a área da Fronteira Oeste afetada pela elevação do rio.
Entre as pessoas que deixaram suas casas, 169 eram de Uruguaiana e 207 de Alegrete. Em Alegrete, moradores estavam fora de casa havia dez dias por causa da cheia.
Em Itaqui, 86 pessoas precisaram sair de casa; em São Borja, foram 22. Os dados referem-se a moradores afastados das residências por causa das chuvas do início de outubro.


